sábado, 21 de novembro de 2009

1 MÊS!

Pois é malta... daqui a precisamente 30 dias estou de volta ao meus país, à minha casa, à minha vida normal... É verdade que as saudades custam muito mas quando nos começamos a aperceber de todas as coisas que aprendemos aqui, todos os amigos que fizémos, todas as experiências por que passámos, que tudo isto vai acabar em breve, começamos a pensar se não seria melhor ir a Portugal buscar todas as coisas que fazem falta e ficar aqui mais uns tempos! Mas se assim fosse a experiência não seria a mesma por isso não sei bem o que pensar...

Acho que temos é de aproveitar o tempo que nos é dado e nunca olhar para trás, e depois de toda esta experiência posso dizer que, para além de estar muito longe de casa, para além de Singapura ser um país completamente diferente daquilo a que estou habituado, não me arrependo minimamente da escolha que fiz. Acho que aproveitei a minha experiência de intercâmbio ao máximo, a viajar, a conhecer diferentes culturas, a fazer novos e bons amigos, a estudar numa faculdade diferente e bem reconhecida, a ser um pouco mais independente (será mesmo?), etc. Acho que Singapura me deixou aproveitar a experiência de intercâmbio em todas as maneiras possíveis. Não vou dizer que tive o melhor Erasmus de todos ou que Singapura é o melhor sítio para vir porque isso depende de cada pessoa mas sei que se voltasse atrás não mudava a minha escolha por nada.

Ainda temos uma espécie de festa final antes de cada um partir para seu lado. Dia 2 de Dezembro muitos de nós vamos estar em Koh Phangan, uma ilha tailandesa, para a Full Moon Party, uma festa que há todas as luas cheias na praia desde o pôr ao nascer do Sol. A seguir vou para Bangkok onde me vou encontrar com os meus queridos pais para irmos dar aqui umas voltas pelas Ásias. Não sei se volto a escrever alguma coisa antes de dia 21 de Dezembro mas se conseguir escrevo!

Até lá agradeço a todos os seguidores do blog!

Beijinhos e Abraços

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

No more classes!!! Viagem a Laos!

Finalmente!! Acabámos as aulas!! Para alguns significa férias (Rita e Francisco que não têm exames). Para outros significa ter de de passar a próxima semana fechados na biblioteca (alguns azarados que conseguiram ter 3 ou 4 exames). Para mim singnificou tirar um tempinho para me pôr a andar de Singapura e visitar mais um país do Sudoeste Asiático: Laos.

Como estava planeado então, eu e a Marta saímos de Singapura 4ª à noite rumo a Kuala Lumpur onde dormimos cerca de 3/4 horas em casa de um amigo dela, e 5ª apanhámos um avião para Laos.

Chegámos a Vientiane, capital de Laos, por volta das 10 da manhã e começou-se logo a notar o orgulho que este país tem em ser Comunista: sempre que havia uma bandeira do país, que eram quase tantas como se vê nos EUA, havia uma bandeira comunista ao lado.

Depois de deixar as coisas no hotel, fomos até à estação de autocarros local para irmos até ao Buddha Park. A estação era um caos cheia de gente e autocarros todos podres em que cada local que entrava trazia 20 mil mercadorias atrás.

Chegámos então ao Buddha Park onde nos deparámos com um jardim cheio de estátuas, a maior parte delas a representar Buda como seria de esperar pelo nome do parque.

De volta ao centro da cidade apercebemo-nos do grande problema deste país: a partir das 4 da tarde est tudo fechado (templos e afins) e não há nada para fazer, por isso às 7 da noite estávamos a jantar e às 9 no quarto a ver televisão até adormecer...

6ª feira apanhámos um VIP bus que não tinha nada de VIP e 10 horas depois estávamos em Luang Prabang.

Pelo caminho ainda parámos num restaurante e mais uma vez o orgulho comunista era visível.

Luang Prabang é uma cidade no norte de Laos, toda ela Património Mundial da Unesco. Ficámos no Spicy Laos, que para mim, acabou por ser um dos pontos altos da viagem. Um hostel com muito bom ambiente, gente simpática e bem disposta, uma varandinha com colchões e televisão e até uma sala com DVD e plasma para ver filmes!

Depois de nos instalarmos fomos até à rua principal da cidade onde todas as noites há um night market cheio de pechinchas. Como Laos era uma colónia francesa, uma das coias que também se via eram bancas cheias de baguetes para comer com galinha, queijo, vegetais, etc.

Sábado acordámos cedinho supostamente para ir de barco até umas grutas conhecidas mas como não sabiamos bem onde eram os barcos acabámos por perdê-los. Fomos então até ao templo principal de Luang Prabang tirar umas chapas.

Depois voltámos para o hostel para apanharmos um tuc tuc (um espécie de pick up muito retrógada) até à principal atracção de Luang Prabang: as cascatas. As cascatas eram espectaculares, cheais de sitios para tomar banho na água fresca e sítios para dar saltos. Ficam as fotografias:

De volta ao centro, mais uma vez não havia grande coisa para fazer por isso fomos dar uma volta pela cidade, beber um cappuccino e á noite ficámos pelo hostel a ver televisão e a conhecer pessoas novas.

Domingo (agora a saber onde é que se apanhava o barco) fomos até às ditas cavernas. Pelo caminho parámos numa aldeia onde se fazia um whisky de arroz típico de Laos.

As cavernas eram engraçadas, todas elas cheias de budas que os locais ao longo dos anos vão lá deixando.

Engraçado foi quando nos metemos no barco para voltar e ouvimos um estrondo vindo da parte de trás do barco. Ao que parece a hélice bateu numa rocha e partiu-se toda, logo, o barco estava à deriva no rio. Por sorte estava outro barco a passar e fomos atrelados até à costa para se mudar a helice!

De novo em Luang Prabang, subimos uma colina para ver o por do sol.

No hostel metemos conversa com um grupo de americanos e um alemão e ficámos logo melhores amigos. O alemão era um gajo caricato que fez uma promessa a si mesmo que no Sudoeste Asiático comeria tudo o que lhe pusessem á frente. Fica o filme da coisa mais estranha que o vi a comer:

video

Depois deste petisco foi tempo de ir jantar a sério, a um restaurante com muito bom aspecto que até campo de volleyball tinha.

Segunda acordámos às 5:30 da manhã para ir fazer outra das principais atracções de Luang Prabang, dar comida aos monges. Para além de comunista, Laos é um país muito budista, e em Luang Prabang os monges correm as ruas da cidade para receber comida tanto de locais como de turistas.

Antes de irmos tomar o pequeno almoço e apanhar o autocarro de 10 horas de volta para a capital, fomos ver um dos mercados mais nojentos que vi na minha vida onde o alemão tinha de comprar uns grilos para o pequeno almoço dele.

De volta à capital, como não havia grande coisa para fazer, fomos levar uma massagem aromática de 2 horas! Depois da viagem de autocarro calhou mesmo bem, principalmente pa carteira porque só custou 10€!!

Terça foi dia de voltar para Singapura porque a vida não é só lazer e é preciso estudar para os exames!

Bjnhs e abraços

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Grande Jantar!

Na passada 6ª feira, para nosso grande prazer e alegria, fomos convidados pelos pais da Rita para jantar. Como sei que a tia gosta muito do blog, achei que este jantar merecia aqui um post nem que seja como agradecimento!

Buffet no Pan Pacific Hotel! CARNE, marisco, saladas, sopas, e no final... um fonte de chocolate! Acho que podem imaginar a alegria (falo por mim pelo menos) de quem anda a comer chinesadas e massas instantâneas quase todos os dias!
Muito obrigado aos pais da Rita! Para além de termos comido muito bem, a companhia foi ainda melhor!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Macau & Hong Kong

Pois é! Mais um fim de semana fora de Singapura! "Estes tipos só viajam" pensam vocês! Mas acreditem que com tanto sítio para visitar aqui à volta vocês fariam o mesmo, e afinal, é sempre bom para descansar do trabalho que a faculdade nos tem dado (sim porque não estamos em Ostrava ou sítio que se pareça)!

Este fim de semana foi a vez de irmos visitar ex-terra Lusa de Macau e também Hong Kong. Saímos daqui 4ª feira à noite e ainda no avião, começamos a ter os primeiros sinais da língua portuguesa. O boletim de emigração de Macau vinha todo traduzido para português e eu bom português que sou, preenchi-o todo na nossa língua-mãe!

Chegados a Macau à uma da manhã, começamos outra vez a notar a passada presença portuguesa neste pequeno país: "Passaporte"; "Saída"; "Lavabos"; etc. Lá fora, tinha a mãe do meu grande amigo John Valente à minha espera. O John está de momento a fazer Erasmus no Rio e os pais vivem em Macau, por isso pedi-lhe alojamento e os seuss pais decidiram pôr-me num hotel, em troca de todo o alojamento e hospitalidade que tenho dado ao John nos últimos anos (e que espero continuar a poder dar!).

Separei-me então dos meus amigos Lusos e fui com a mãe do John até ao centro da cidade. Como seria de esperar, Macau parece uma Las Vegas chinesa, onde qualquer estabelecimento antes de ter uma casa-de-banho tem de ter um Casino. Mais uma vez, nas ruas está tudo traduzido para português, porém, português é coisa que neste país ninguém fala (sem ser os portugueses que lá residem claro). Chegado ao hotel, fui então dormir para estar bem desperto no próximo dia.



Na manhã seguinte, a mãe do John levou-me até ao escritório do pai dele onde me foi servido uma Bola de Berlim e um expresso da DELTA! Óbvio que me vieram as lágrimas aos olhos depois de 2 meses e meio a beber canecas de cafés instantâneos da Nescafé! Depois de ver as intalações do escritório, a tia levou-me a uma visita cultural por Macau. Começámos pelas Portas do Cerco, a fronteira terrestre de Macau com o resto da China. Macau foi entregue à China por Portugal em 1999, porém, Macau manteve-se como Região Administrativa Especial (assim como Hong Kong), o que significa que os chineses precisam de um Visto para virem para Macau mais de uma semana. Como seria de esperar o movimento nesta fronteira é uma coisa impressionante com milhares de chineses a entrarem e saírem todos os dias, a maior parte deles para virem tentar a sua sorte nos Casinos pois o Jogo só é legal em Macau.

A seguir fomos ver as Ruínas de São Paulo que é a fachada que sobrou da maior igreja de Macau num incêndio em 1835. Estas ruínas são o cartão postal de Macau e o símbolo máximo da cultura ocidental-cristã em Macau. Antes de almoço ainda fomos dar mais umas voltas por Macau e ver tudo aquilo que a cultura portuguesa deixou para trás - igrejas, edifícios, calçadas, etc.




À hora do almoço, a tia levou-me a matar saudades de Portugal e fomos almoçar a uma "praça portuguesa" dentro do MGM Grand, um dos maiores casinos de Macau. Comemos num restaurante chamado "Rossio", onde o pai do John se juntou a nós para uma refeição com Pata Negra, Caldo Verde, um bom bife com batatas fritas, cerveja de Macau, um cheesecake e um expresso! Era a segunda vez durante o dia que vinham as lágrimas aos olhos! Estava a brindar com os pais de um dos meus melhores amigos enquanto apreciava uma refeição que não tinha há muitos meses!

Depois do almoço, a tia levou-me até à Torre de Macau, uma torre de 60 andares com uma óptima vista sobre Macau não fosse o nevoeiro e talvez a poluição da cidade. Mesmo assim, valeu a pena a subida!

A seguir foi altura de ir dar uma espreitadela àquilo que há de mais para ver em Macau - Casinos!! Fomos ver os maiores de Macau mas como é óbvio, aquele que mais fascina é aquele que é nada mais nada menos que o maior Casino do mundo - The Venetian! Este Casino é uma obra simplesmente espectacular tanto que mereceu um episódio no programa da National Geographic "Grandes Obras de Engenharia". O Venetian é um complexo de luxo com hotel, casino, centro comercial e ainda um Four Seasons. Lá por dentro os corredores estão todos muito bem decorados, cheios de cores, frescos, e chega a haver ruas a imitar as de Veneza com canais e Gôndolas. Ficam alguma fotografias:

À noite a tia levou-me mais uma vez a comer a espectacular gastronomia portuguesa! Mais uma vez caldo verde, um bife desta vez à portuguesa e quase em sangue, uma SUPER BOCK, um petit gateau e um expresso. A chorar pela terceira vez! Depois do jantar despedi-me com muita pena da tia , fui ter com o resto dos portugueses e fomos ver alguns casinos (mas nada de jogo).

No dia seguinte apanhámos um barco para Hong Kong, outra região administrativa especial da China, colónia inglesa até 1997. Chegados a Hong Kong apanhámos o metro até à nossa "Guest House". Uma guest house é um apartamento com quartos para alugar. O quarto tinha muito bom aspecto e era muito limpo mas não se podias dizer o mesmo do edíficio que tinha 16 andares e cada elevador servia apenas 4 andares. Para além disso parecia um sítio onde se traficavam pessoas e ainda tivémos de esperar 45 minutos para que nos trouxessem uma cama extra, mas no fim correu tudo bem.

Saímos daquele prédio horroso e começámos a dar uma volta por Hong Kong. Muitos prédios, muitas luzes e muitos negros, muçulmanos e indianos a tentarem vender tudo e mais alguma coisa. Mais tarde viémos a descobrir que estávamos a dormir no Martim Moniz de Hong Kong e que o resto não tinha nada haver com aquilo.

Mais tarde fomos ter com o Rodrigo Catrau, um colega da Nova que está de momento a fazer intercâmbio em Hong Kong e nos levou primeiro a comer um Pato à Pequim simplesmente espectacular e depois a ver o "skyline" da baixa financeira de Hong Kong que segundo muitos é o mais espectacular do mundo e que para mim, mete o de Manhattan no chinelo. Infelizmente não há fotografias do skyline de noite mas procurem no Google e vão perceber o que estou a dizer.

De manhã, fomos ver o mesmo skyline da noite anterior e depois apanhámos um ferry de 9 minutos até à baixa financeira, onde subimos um eléctrico até ao Victoria Peak donde se tinha uma vista espectacular sobre a baixa.

À tarde, eu, o Hugo e Marta, cultos como somos, decidmos fazer uma viagem de 2 horas até ao Big Buddha, uma estátua do Buda de 34 metros de altura no meio das montanhas. O cenário é uma coisa do outro mundo. Desde a base da montanha que se conseguia ver a estátua e depois de estar lá cima e subir os 268 degraus (que muitas velhinhas chinesas faziam mais depressa que nós) todo o cenário fazia esquecer o cansaso. Imagens valem mil palavras:

Ainda fomos dar uma espreitadela ao Templo mais próximo:

Pela noite, eu e o Francisco fomos mais uma vez ter com o Rodrigo que nos levou a um restaurante de sushi espectacular e depois foi tempo de ir experimentar a noite de Hong Kong. Uma coisa engraçada na noite de Hong Kong é que muitas das discotecas estão localizadas em prédios cheios destas. Logo na entrada do prédio existem várias filas, paga-se, entra-se no elevador da discoteca que queremos, e quando as portas se abrem estamos dentro da discoteca! Um conceito muito engraçado! Outra coisa gira é que quando entramos na discoteca os porteiros põem-nos um carimbo na mão e podemos sair as vezes que quisermos. Logo, entra-se para dançar, sai-se para ir ao 7-Eleven buscar uma cerveja! Tivémos uma noite espectacular acabada claro, num McDonald's às 7 da manhã.

Depois de dormir 3 horas foi tempo de fazer o check-out e aproveitar um bocado do dia para encher a cabeça de cultura por isso fomos até ao museu de arte de Hong Kong. Depois foi altura de procurar aquilo pelo que eu tinha vindo a Hong Kong e lá encontrámos! A estátua de um dos ícones culturais dos anos 60 e 70 e o artista mais influente do século XX no campo das artes Marciais: Bruce Lee!

À tarde foi tempo de nos despedirmos de umas cidades mais espectaculares em que já tive na minha vida, e que infelizmente tive muito pouco tempo para ver!

Chegados de barco a Macau, apanhámos um shuttle bus até ao Venetian onde acabámos a noite a jogar antes de ir para o aeroporto! Claro que fui o único a ganhar alguma coisa! ah ah ah

É tudo por agora!

Bjnhs e abraços